Museu Vivo da Literatura

Orientações para organizar o Museu Vivo da Literatura.

O percurso reúne curadoria, estudo das obras, montagem das estações, mediação do público, acessibilidade e avaliação.

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ENTREa história
está viva
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Organização das oficinas

Nove grupos, obras e recursos do Ateliê

Cada equipe deverá consultar o guia indicado, providenciar os materiais e adaptar o recurso à obra antes dos dias de aplicação.

Distribuição das nove equipes, obras, oficinas e materiais
GrupoAutor e obraSequência didáticaOficina do AteliêMateriais a providenciar
Equipe 1 · Grupo ARuth Rocha — Marcelo, Marmelo, MarteloDisponível →Varal narrativoabrir guia →Barbante, pregadores, cartões e imagens autorais
Equipe 2 · Grupo BCecília Meireles — Ou Isto ou AquiloAinda não publicadaPaisagem sonoraabrir guia →Corpo, objetos sonoros e gravador opcional
Equipe 3 · Grupo CZiraldo — O Menino MaluquinhoDisponível →Dramatizaçãoabrir guia →Adereços simples, tecidos e espaço livre
Equipe 4 · Grupo DMaurício de Sousa — Um Plano para Salvar o PlanetaDisponível →Caixa de históriasabrir guia →Caixa, objetos seguros, tecidos e etiquetas
Equipe 5 · Grupo EVinicius de Moraes — A Arca de NoéAinda não publicadaDedocheabrir guia →Feltro, papel firme, fita e canetas
Equipe 6 · Grupo FEva Furnari — Felpo FilvaDisponível →Fantocheabrir guia →Meias, feltro, lã, cola e elementos reutilizáveis
Equipe 7 · Grupo GAna Maria Machado — Bisa Bia, Bisa BelAinda não publicadaMala literáriaabrir guia →Mala leve, livro, caderno, cartões, envelopes e etiquetas
Equipe 8 · Grupo HKiusam de Oliveira — O Mundo no Black Power de TayóDisponível →Livro-cenárioabrir guia →Papelão, cartolina, dobraduras e materiais de desenho
Equipe 9 · Grupo IDaniel Munduruku — Histórias de ÍndioAinda não publicadaTapete narrativoabrir guia →Tecidos laváveis, feltro, linha, velcro e peças macias

Sobre as sequências: o site dispõe de 7 sequências didáticas completas. Entre as 9 obras desta edição do Museu Vivo, 5 já estão publicadas; ainda não há sequência para Ou Isto ou Aquilo, A Arca de Noé, Bisa Bia, Bisa Bel e Histórias de Índio.

Atenção: materiais cortantes, cola quente e outras etapas de risco devem ficar sob responsabilidade adulta.

A história está viva

Abra a portinha para conhecer oito autores.

Cada ficha reúne retrato, dados biográficos, curiosidades, obras e uma indicação em vídeo. O conteúdo pode ser usado na pesquisa ou na montagem de uma estação.

Etapas de trabalho

Quatro momentos da organização

Abra cada etapa para consultar perguntas, procedimentos, exemplo de encaminhamento, produto esperado e critério de conclusão.

01Curadoria literáriaEscolha obras com qualidade estética, diversidade de vozes e relações que possam ser discutidas pelo público.Defina o critério da seleção e registre as justificativas.Abrir orientações

Finalidade

Formar um conjunto de obras que permita comparação, leitura aprofundada e participação do público.

Perguntas orientadoras

  • Que experiências de linguagem estas obras oferecem?
  • Há diversidade de autorias, personagens, formas e pontos de vista?
  • Que relação pode uni-las sem apagar suas singularidades?

Como encaminhar

  1. Leia integralmente todas as obras antes da escolha
  2. Evite selecionar apenas pela presença de um tema escolar
  3. Analise texto, ilustração, projeto gráfico e possibilidades de releitura
  4. Registre justificativas pedagógicas e literárias

Procedimento recomendado

  1. Disponha de 12 a 20 obras e faça uma leitura exploratória antes de reduzir a seleção
  2. Use quatro critérios: elaboração literária, relação texto–imagem, diversidade de vozes e participação do visitante
  3. Escolha de 4 a 8 obras; esse número permite estudo e mediação cuidadosos
  4. Escreva uma frase que explique a relação entre as obras sem recorrer a um tema genérico

Problemas a evitar

  • Escolher somente pela capa ou por uma data comemorativa
  • Usar resumos da internet no lugar da leitura integral
  • Reunir mais livros do que o grupo consegue estudar
  • Inserir diversidade apenas para cumprir uma exigência formal

Resposta possível

A seleção pode comparar diferentes modos de narrar a infância, como humor, memória, poesia e aventura. Esse critério é mais preciso do que reunir livros sob um tema amplo.

Exemplo de fala do mediador

“As obras foram reunidas porque apresentam modos distintos de narrar a infância. Durante a visita, observe o assunto e também as escolhas de voz, ritmo, imagem e conflito.”

Produto esperado

Lista comentada das obras, fio condutor do museu e justificativa de cada escolha.

Critério de conclusão

Cada obra deve ter uma justificativa de 3 a 5 linhas e uma atividade definida para o visitante.

02Leitura e investigaçãoAntes de produzir cenários, forme leitores: leia integralmente, compare interpretações e pesquise autorias, contextos e linguagens.Registre perguntas, descobertas e escolhas.Abrir orientações

Finalidade

Estudar as obras antes da montagem para que as produções revelem interpretação e pesquisa.

Perguntas orientadoras

  • O que o texto diz e o que deixa em aberto?
  • Como palavras, imagens e silêncios constroem sentidos?
  • Que contexto de produção precisa ser conhecido?

Como encaminhar

  1. Faça uma primeira leitura com poucas interrupções
  2. Retome páginas decisivas e compare interpretações
  3. Pesquise autoria, época, gênero e escolhas estéticas
  4. Distinga evidências da obra de opiniões pessoais

Procedimento recomendado

  1. Faça uma leitura de fruição sem interrupções excessivas
  2. Na segunda leitura, marque passagens, enquadramentos, repetições, mudanças de narrador e silêncios
  3. Pesquise autoria e contexto em fontes institucionais, entrevistas e catálogos
  4. Organize as descobertas em três colunas: o que a obra mostra, o que inferimos e que evidência sustenta a inferência
  5. Compare duas interpretações e registre o que cada uma ajuda a perceber

Problemas a evitar

  • Transformar a leitura em questionário de localização
  • Explicar a moral antes que os leitores construam sentidos
  • Aceitar qualquer opinião sem pedir evidência
  • Confundir biografia do autor com significado único da obra

Resposta possível

As respostas não precisam ser iguais. O essencial é que cada interpretação possa apontar elementos da obra que a sustentem: uma palavra, uma imagem, uma mudança de voz ou um conflito.

Exemplo de fala do mediador

“Há mais de uma leitura possível, mas nenhuma leitura nasce do nada. Mostre a palavra, a imagem ou a escolha narrativa que sustenta sua interpretação.”

Produto esperado

Caderno de investigação com hipóteses, citações breves, imagens analisadas, perguntas e descobertas.

Critério de conclusão

O caderno deve conter hipóteses iniciais, evidências da obra, pesquisa de contexto, questões abertas e uma síntese interpretativa.

03Criação das estaçõesDefina como objetos, vozes, cenas, sons, jogos e produções dos estudantes serão usados para apresentar a leitura da obra.Planeje a ação do visitante e sua relação com o livro.Abrir orientações

Finalidade

Converter uma interpretação em atividade observável, com objetivo, instrução, materiais e forma de registro.

Perguntas orientadoras

  • Que ideia central da leitura esta estação torna perceptível?
  • O visitante fará o quê?
  • Como a atividade volta à obra depois da interação?

Como encaminhar

  1. Defina uma ação principal por estação
  2. Use recursos somente quando ampliarem a leitura
  3. Prepare instruções curtas e materiais acessíveis
  4. Teste tempo, circulação e segurança antes da abertura

Procedimento recomendado

  1. Comece pela interpretação: escreva o que deseja tornar perceptível
  2. Defina um verbo de ação para o visitante: criar, escutar, ordenar, comparar, narrar ou argumentar
  3. Escolha materiais acessíveis e prepare um protótipo em pequena escala
  4. Escreva instruções que possam ser compreendidas em até 30 segundos
  5. Teste a estação com três pessoas e observe onde pedem ajuda
  6. Planeje como a produção do visitante retornará à conversa sobre a obra

Problemas a evitar

  • Construir cenário bonito sem ação de leitura
  • Usar tecnologia apenas para impressionar
  • Criar tarefas longas que bloqueiam a circulação
  • Expor produções, vozes ou imagens sem autorização

Resposta possível

Se a obra trabalha com invenção de palavras, a estação pode pedir ao visitante que crie um termo, defina seu sentido e negocie o uso com outras pessoas. A atividade mantém relação direta com o procedimento literário estudado.

Exemplo de fala do mediador

“Esta estação nasceu de uma pergunta da obra. Primeiro observe; depois escolha como participar. Não há uma única resposta, mas sua criação precisa conversar com o texto.”

Produto esperado

Roteiro da estação com objetivo, experiência do visitante, materiais, fala de mediação e forma de registro.

Critério de conclusão

O protótipo deve registrar duração, materiais, número de participantes, barreiras percebidas e ajustes feitos após o teste.

04Mediação e aberturaPrepare recepção, circulação, acessibilidade, perguntas de mediação e registro da visita.Ensaie o atendimento e avalie o funcionamento do percurso.Abrir orientações

Finalidade

Garantir que o público compreenda a proposta de cada estação e participe com o apoio necessário.

Perguntas orientadoras

  • Como receber públicos de idades diferentes?
  • Que pergunta abre a conversa sem entregar uma resposta pronta?
  • Que barreiras de acesso precisam ser removidas?

Como encaminhar

  1. Organize acolhimento e orientação inicial
  2. Ensaie falas breves, perguntas e transições
  3. Preveja participação oral, escrita, visual, sonora ou corporal
  4. Registre impressões do público e faça avaliação final

Procedimento recomendado

  1. Organize uma recepção de dois minutos: acolhimento, sentido do percurso e liberdade de participação
  2. Prepare uma pergunta inicial e duas perguntas de aprofundamento para cada estação
  3. Distribua mediadores por função: acolher, orientar, escutar, registrar e cuidar dos materiais
  4. Preveja leitura fácil, altura acessível, circulação, alternativas táteis/sonoras e tempo de descanso
  5. Ensaie situações reais: fila, visitante tímido, criança que muda a proposta e material que acaba
  6. Realize uma roda final de 8 a 12 minutos e registre o que o público levou da experiência

Problemas a evitar

  • Recitar uma explicação decorada
  • Corrigir imediatamente a leitura do visitante
  • Exigir participação ou exposição pessoal
  • Avaliar o sucesso apenas pelo número de pessoas

Resposta possível

O mediador apresenta a proposta em poucas frases, formula uma pergunta inicial, observa a resposta do visitante e intervém quando precisa esclarecer ou aprofundar a leitura.

Exemplo de fala do mediador

“Bem-vindos. Aqui as obras não ficam paradas: elas fazem perguntas e recebem novas respostas. Você pode observar, experimentar e conversar. Por qual estação deseja começar?”

Produto esperado

Plano de abertura com mapa do percurso, escala de mediação, recursos de acessibilidade e instrumento de avaliação.

Critério de conclusão

Registre perguntas feitas pelo público, produções, dificuldades de acesso, tempo de permanência e mudanças sugeridas para a próxima edição.

Modelos de estações

Seis propostas com ação definida para o visitante

Adapte materiais, duração e linguagem depois de estudar a obra e conhecer o público da visita.

Marcelo, Marmelo, MarteloPalavras em invençãoVisitantes criam uma palavra, negociam seu sentido e a inserem em um dicionário coletivo.Ver montagem e encaminhamento

Passo a passo

  1. Apresente uma palavra inventada na obra
  2. Convide o visitante a criar nome e significado
  3. Peça uma frase de uso
  4. Inclua o verbete no mural coletivo

Resultado: Dicionário vivo, ampliado a cada visita.

Abrir sequência didática relacionada →
O Menino MaluquinhoMemórias de infânciaObjetos, relatos e sons ativam pequenas narrativas sobre diferentes modos de ser criança.Ver montagem e encaminhamento

Passo a passo

  1. Disponha objetos ou imagens disparadoras
  2. Ofereça a opção de memória real ou inventada
  3. Registre por escrita, desenho ou áudio
  4. Organize as memórias sem hierarquizá-las

Resultado: Mapa plural de infâncias, afetos e brincadeiras.

Abrir sequência didática relacionada →
Felpo FilvaCorreio dos personagensBilhetes, receitas poéticas e cartas fazem circular vozes e gêneros textuais.Ver montagem e encaminhamento

Passo a passo

  1. Escolha uma personagem destinatária
  2. Defina a intenção da mensagem
  3. Selecione o gênero mais adequado
  4. Deposite a produção e leia respostas autorizadas

Resultado: Caixa de correspondências literárias em circulação.

Abrir sequência didática relacionada →
O Mundo no Black Power de TayóGaleria de identidadesAutorretratos, palavras de afirmação e referências de ancestralidade compõem a visita mediada.Ver montagem e encaminhamento

Passo a passo

  1. Retome imagens e símbolos da obra
  2. Apresente materiais e espelhos seguros
  3. Crie retrato com palavra de afirmação
  4. Compartilhe sem eleger padrões de beleza

Resultado: Galeria de autorretratos comentados pelos participantes.

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Turma da MônicaLaboratório do planetaQuadrinhos apresentam problemas do território e convidam visitantes a propor ações viáveis.Ver montagem e encaminhamento

Passo a passo

  1. Leia uma situação-problema em quadrinhos
  2. Identifique causa e consequência
  3. Proponha uma ação possível
  4. Transforme a proposta em novo quadro

Resultado: Painel de soluções ambientais argumentadas.

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Monteiro LobatoLeitura histórica do clássicoA estação examina recursos literários e estereótipos presentes na obra, considerando seu contexto de produção.Ver montagem e encaminhamento

Passo a passo

  1. Contextualize obra e época
  2. Apresente um recurso de invenção literária
  3. Analise uma representação ou relação de poder
  4. Convide a escrever uma resposta a partir do presente

Resultado: Painel com evidências literárias, contexto histórico e contradições identificadas.

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No dia da visita

Organização do atendimento ao público

  1. 1Acolhimento e convite à escuta
  2. 2Percurso livre ou mediado
  3. 3Criação e registro do visitante
  4. 4Roda de fechamento e memória

Selecione as obras da exposição.

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